Nem filas, nem sacolas e nem afetos
A experiência dos familiares de presos em dias de "não-visita" durante a Pandemia
DOI:
https://doi.org/10.14244./2238-3069.2024/19Palavras-chave:
Familiares de presos; visitas; presídios; Covid-19.Resumo
Este artigo apresenta os principais resultados da pesquisa de iniciação científica sobre a percepção de familiares de pessoas presas sobre o período de suspensão das visitas presenciais nos presídios paulistas, em virtude da pandemia de Covid-19. Com o objetivo de conhecer os efeitos causados por essa nova forma de ruptura, de dias de “não visita”, a abordagem metodológica da pesquisa foi qualitativa, sendo realizadas entrevistas semiestruturadas com familiares (mãe, filho e companheira/o) de quatro pessoas presas, residentes na Região Metropolitana de São Paulo. Entre os resultados, destacamos que, tendo em vista a situação de precariedade que constitui os presídios paulistas, os familiares expressaram os sentimentos de angústia e medo como traços marcantes da suspensão das visitas presenciais em decorrência da pandemia.
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